Batuqe
Links Patrocinados
Segundo o site Wikipedia, o batuque é realizado por um conjunto de intérpretes (quase sempre unicamente mulheres) que se organizam em círculo num cenário chamado terreru. Esse cenário não tem de ser um lugar específico, pode ser um quintal de uma casa ou no exterior, numa praça pública, por exemplo.
A peça musical começa com as executantes (que podem ou não ser simultaneamente batukaderas e kantaderas) desempenhando o primeiro movimento, enquanto que uma das executantes dirige-se para o interior do círculo para efectuar a dança. Neste primeiro movimento a dança é feita apenas com o oscilar do corpo, com o movimento alternado das pernas a marcar o tempo forte do ritmo.
No segundo movimento, enquanto as executantes interpretam o ritmo e o canto em uníssono, a executante que está a dançar muda a dança. Neste caso, a dança (chamada da ku tornu) é feita com um requebrar das ancas, conseguido através de flexões rápidas dos joelhos, acompanhando o ritmo.
Quando a peça musical acaba, a executante que estava a dançar retira-se, outra vem substitui-la, e inicia-se uma nova peça musical. Estas interpretações podem arrastar-se por horas.
Em Verdelândia o Batuque chegou trazido pelos ex-escravos, que foram os primeiros moradores da região, junto com os índios, segundo relato dos moradores mais antigos
“Sempre se dançou o batuque saruê. O batuque era assim: uns falavam: “ô batuque saruê, que vontade pode ter; outros falavam: ‘não é bom mexer, na cumbuca de dendê’. É tudo sapateado, ne.
Tem o batuque das mulheres. A gente falava assim: ‘dois de lá, dois de cá, a braúna no meio. Dois de lá, dois de cá.
Já vai outra: meu bem, meu cheiro, minha cumbuca de tempero; parece que eles dá um passo e chama o outro. As mulheres com aquela saiona rodada. Era uns seis metro de pano, não era pano michado não. Tinha babado, bem pregueado.
Ê tempo que era bom! E o pessoal ficava todo em roda. Uns tocava caixa, outros fazia a viola. A muié punha uma garrafa na cabeça e saia sapateando a sala inteira, fazendo roda, e não caia”. (Dona Mariquinha e Seu Sula)
Links Patrocinados

